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PRAZER CABELO, EU SOU A INGRID


Quase todas as histórias de meninas que voltaram ao seu cabelo natural são parecidas, você já deve ter reparado, a minha não é diferente. Mas o que diferencia uma das outras é o que fazemos com essa história se usamos para extrair algo de bom ou se é apenas mais uma dentre tantas mudanças que teremos em nossas vidas, posso afirmar que o processo de libertação começou pelo meu cabelo, eu gosto muito de escrever, fotografar as coisas que já aconteceram comigo para nunca esquecer quem eu era e o que sou agora, e uma delas é relação ao meu cabelo, que durante a minha infância  era chamada de Bombril, cabelo ruim, o azarado por que não era liso.
 Cresci acreditando nisso e durante muitos anos me olhava no espelho e não me reconhecia, eu era o que a mídia queria que fosse e de tanto querer que o meu cabelo fosse inserido no padrão da sociedade, ele foi danificado, para resolver isso, decidir usar tranças, e depois que conseguisse recuperá-lo, pensava vou voltar a alisar. Mas o que eu não sabia é que não dava mais para ser a mesma Ingrid, conhecer o meu cabelo do modo que ele realmente é, despertou em mim a saudade que tanto sentia, mas que não sabia.
Só que é bem mais do que assumir o seu cabelo natural, é uma descoberta para todas as coisas que você sempre quis viver, mas que nunca teve a oportunidade, nunca deixaram, hoje comemorando um ano, vejo que cresci junto com o meu cabelo, que tive um reencontro comigo mesma, com as minhas origens, minhas raízes.
Sou totalmente grata a ele por ter me ensinado tanto, por ter mostrado que sua identidade, sua verdadeira essência  precisa ser aceita e respeitada por você, antes de mais alguém.

Comentários

Impar Em Par disse…
Realmente! Aceitar o meu cabelo e me libertar da "escova semanal" foi muito mais do que uma economia financeira ou algo estético! Foi uma descoberta interior! Foi como vc disse: libertador!